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Multas aplicadas pela PM triplicam em São Paulo
SÃO PAULO - Um ano e três meses depois de recriar um grupo dedicado a fiscalizar o trânsito, a Polícia Militar de São Paulo conseguiu triplicar sua participação no universo de multas aplicadas por mês na capital. Até 2002, quando o governo estadual extinguiu o Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), entre 4% e 6% das autuações eram feitas por PMs. Dados divulgados na segunda-feira, 25, pela Prefeitura mostram que, em julho, a corporação contribuiu com 61.576 (17,9%) das 344 mil punições. As multas aplicadas no período renderam R$ 1,1 milhão aos cofres da corporação.
A volta da PM à atividade, antes desempenhada exclusivamente pelos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), coincide com uma fase recorde de autuações. De janeiro a junho deste ano, por exemplo, foram aplicadas 2,3 milhões de multas na capital - 16,5% a mais do que nos seis primeiros meses de 2007.
Atualmente, cerca de 13 mil dos 21.500 homens do Comando de Policiamento da capital estão aptos a fiscalizar o trânsito. O cadastramento na Prefeitura é necessário, pois não faz parte das atribuições natas da corporação autuar motoristas por infrações cometidas ao volante, como dirigir sem o cinto de segurança, passar no semáforo vermelho ou usar o telefone celular. Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), cabe exclusivamente à PM inspecionar a documentação do motorista e do veículo, bem como as condições técnicas do automóvel, o que habitualmente ocorre nas blitze policiais - a exemplo das feitas pela lei seca.
Os soldados da PM atuam preferencialmente fora do centro expandido, onde é menor a presença de agentes da CET. As vias da zona norte são os locais onde é mais comum o trabalho desses policiais, principalmente nos horários de pico da manhã, nas Avenidas Cruzeiro do Sul e Santos Dumont.
Embora o número de PMs cadastrados hoje seja muito superior ao contingente de 2.700 homens do antigo CPTran, a maior parte das autuações feitas pela PM vem dos 1.500 policiais inscritos no Programa de Policiamento de Trânsito. Espalhados por 1.011 cruzamentos com os maiores índices de criminalidade e problemas de fluidez, são eles que, de fato, complementam o trabalho dos 1.400 agentes da CET.
Para o major Ricardo Fernandes de Barros, comandante do 34º Batalhão, que integra o Programa de Policiamento de Trânsito, o aumento na participação da PM se deve ao perfil do convênio. "Antigamente, todas as ocorrências de trânsito eram atendidas apenas pelo CPTran. Hoje, qualquer policial tem condições de agir, desde o pessoal do Rádio Patrulha até Ronda Escolar", explica. Segundo ele, o valor integral repassado mensalmente pelo Município à corporação é destinado à compra de equipamentos - como cones e cavaletes - e de viaturas para o Programa de Policiamento de Trânsito.
A iniciativa de acabar com o CPTran foi tomada pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB), que pôs fim a uma parceria de 30 anos com a Prefeitura. A principal justificativa era a necessidade de aumentar o efetivo policial no combate aos crimes comuns. Além da perda de arrecadação para a PM, o rompimento provocou outros efeitos, como a redução de até 24% na fiscalização sobre o transporte de cargas perigosas. Com a retomada da parceria, a atividade conjunta também foi retomada. |
Comerciantes da noite tentam se adaptar à Lei Seca
Os donos de bares, restaurantes, boates e outros estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas estão buscando medidas compensatórias para as restrições criadas com a lei federal nº 11.705, a "lei seca", que prevê multa de R$ 955,00, apreensão do veículo, perda da carteira e até prisão para quem dirigir sob o efeito de álcool. Uma choperia já fez convênio para que nossos motoristas, levem para casa os clientes impedidos de dirigir.
Pedro , dono de um bar da moda, disse que vai providenciar convênio para levar os clientes de volta para casa. Está estudando a forma de absorver o custo desse serviço adicional, mas defende o uso do mesmo "Nosso trabalho também é conscientizar o freqüentador de nossa casa de que não pode beber e dirigir" - disse.
Donos de casas noturnas já perceberam que com a entrada em vigor da lei seca diminuiu bastante o consumo de bebidas e os empresários da área terão de encontrar um meio para evitar essa evasão de clientela e consumo. Eles pensam na contratação de serviços de motoristas para que possam levar seus clientes com segurança para casa.
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Ministro pede que sociedade se mobilize para mostrar a importância da nova lei.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse ontem que a lei seca deverá reduzir de 30% a 40% o número de acidentes e mortes causadas pelo consumo de álcool entre motoristas.
O ministro Tarso Genro defendeu a mobilização da população para. "A movimentação na sociedade e o acolhimento da lei sempre interferem muito , " Citando pesquisas de opinião que mostram boa aceitação da lei na sociedade, o ministro disse esperar que a norma se torne "uma cultura, um hábito, um modo de vida". "Tem leis que não pegam, não é? Essa não só correspondeu ao anseio latente da sociedade, com está mudando o comportamento das pessoas."
Dados do Ministério da Justiça apontam que nas férias escolares de julho, período em que pela primeira vez em quatro anos caiu o número de mortes nas estradas, a redução foi de 14,5% em relação ao mesmo período de 2007. Em 31 dias, foram 10.500 acidentes, com 530 mortos e 6.005 feridos.
"Não encerramos ainda o balanço. O efeito médio pode ter alcançado de 30% a 40% na redução de acidentes e mortes, nas rodovias estaduais, federais e nas cidades", disse o ministro.
QUEDA
O relator da lei seca, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), disse que apenas o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) registrou queda de 24% em todo o País no atendimento a vítimas de acidentes de trânsito. Segundo ele, a redução no Rio chegou a 31%.os números mostram que ela diminuiu também os casos de violência doméstica, salientou.
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Motorista que dirigir embriagado vai perder seguro do carro
Seguro não vai pagar prejuízo causado por acidente quando ficar comprovada a ingestão de bebida alcoólica
O motorista que dirigir embriagado vai perder o direito do seguro do carro. A decisão é do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e foi publicada nesta segunda-feira, 1º. Agora, mesmo que o fato do motorista estar embriagado não for considerado o motivo para o acidente, o seguro não será obrigado a pagar as despesas.
Ari Pargendler, um dos ministros que julgou o caso, afirma que a decisão não está relacionada à lei seca. No entanto, diz que agora a regra é explícita: "se beber, não dirija". Antes, o seguro do veículo pagava despesas de acidentes no caso de ficar comprovado que a quantidade de álcool no sangue do motorista não tivesse sido suficente para provocar o sinistro.
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